Almiro Rodrigo Gehrat "Cebola"

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

7ª Bienal da UNE encerra com culturata

Em 22 de Janeiro de 2011.






Evento interagiu com a cidade de forma harmoniosa e saudável em mais de 130 horas de atividades, consolidando o maior festival estudantil da América Latina





Saudade é uma das palavras que existem apenas na língua portuguesa, sendo uma das mais difíceis em ser traduzidas do mundo. A definição de samba também não é simples. Muito mais do que um ritmo musical, uma dança ou uma manifestação cultural brasileira, samba é uma ideia, um jeitinho, um sentimento ou uma forma de combate.

Com saudade e com samba, iluminados pelo colorido do por do sol em Ipanema, oito mil estudantes realizaram a Culturata de encerramento da sétima Bienal da UNE, na tarde desse sábado (22). Delegações de todos os estados, junto a estudantes do próprio Rio e da população local desfilaram em um bloco do posto 9 até o Arpoador, puxados pela energia incessante da bateria do grupo Carmelitas de Santa Teresa.

A Culturata fez jus à proposta da sétima Bienal que, ao eleger o samba como forma de combate, deixou de lado o medo de que o Brasil se transforme em um grande carnaval de festa e lutas, sem prazo para a última batida. Para endossar essa idéia, fizeram sua parte, com muita animação, as alas do Afoxé Dragão do Mar e o Bloco dos Valetes. Ao término da caminhada, os oito mil estudantes aplaudiram o por do sol de Ipanema, deixando que o dia terminasse de forma harmoniosa e marcando uma doce despedida para os jovens que ocuparam o Rio por cinco dias e agora retornam para seus estados.

A tônica da Culturata também foi pela solidariedade, com o lançamento de uma campanha da UNE para apoio às populações atingidas pelas enchentes na região Serrana do Rio de Janeiro. “Viemos mostrar a nossa disposição em ajudar as pessoas que perderam suas casas, que estão fragilizadas ou desalojadas, através da participação dos estudantes”, disse o presidente da UNE Augusto Chagas. Através do email souvoluntario@une.org.br, os jovens poderão se inscrever para atuarem, de acordo com sua formação específica, no suporte às vitimas e na reconstrução das regiões afetadas nos próximos meses.

Bienal chega ao fim
Essa Bienal da UNE foi a que mais integrou-se ao espaço natural e urbano, em um diálogo completamente harmonioso e saudavel com a capital carioca. As tendas montadas em diferentes pontos do Aterro do Flamengo, com entrada completamente aberta para a população, fizeram um evento democrático e versátil.

Cinquenta anos depois das experiências do Centro Popular de Cultura (CPC da UNE), que resultaram em obras icônicas da cultura brasileira, a sétima Bienal mostrou que o movimento estudantil está novamente afiado com essa atividade ao receber a inscrição recorde de trabalhos para suas mostras. Os muitos debates nas Arenas montadas e no Buteco Literário revelaram, também, que a UNE está afinada com as principais discussões do campo cultural brasileiro.

No entanto, a Bienal chega aos 12 anos de vida extrapolando definitivamente o viés artístico para ser um grande evento da diversidade da juventude. Exemplo disso foi o sucesso das atividades esportivas na Arena de Praia e na Arena Radical. Foi também uma forma de homenagear a cidade que, nessa década, receberá os dois maiores eventos esportivos do mundo.
Os shows da Bienal, um dos seus pontos fortes em todas as edições, também não deixaram por menos. Totalmente sintonizados com o tema “Brasil no estandarte, o samba é meu combate”, tiveram a estrela de artistas como Beth Carvalho, que mesmo por pouco tempo. incendiou os estudantes na abertura do evento, e Elza Soares, que protagonizou uma apresentação histórica , com o grupo Farofa Carioca, no dia do padroeiro do Rio de Janeiro.

VEJA OS NUMEROS DA SÉTIMA BIENAL
10 MIL ESTUDANTES
25 SHOWS
15 DEBATES
MAIS DE 40 DEBATEDORES
1101 TRABALHOS INSCRITOS
MAIS DE 100 HORAS DE ATIVIDADES
130 ONIBUS DE TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS
10 TIMES DE 10 ESTADOS NO PRIMEIRO CAMPEONATO DE FUTEBOL

sábado, 29 de janeiro de 2011

I Encontro Nacional de Grêmios Estudantis da UBES

Em 14 de Janeiro de 2011.



Aconteceu no início da noite do último sábado (15), na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o ato de abertura do 1º Encontro Nacional de Grêmios Estudantis da UBES. Para saudar as caravanas e anunciar o início do encontro, estiveram na mesa o presidente da UBES, Yann Evanovick, e o vice presidente, Gregório Goud.

Mesmo após várias horas de viagem, em alguns casos até dias, de acordo com a região do Brasil, os estudantes deram ao ato o tom característico da juventude e, com muita alegria e entusiasmo, celebraram o início das atividades.

O primeiro a falar foi o presidente da entidade, Yann Evanovick. Inicialmente, o jovem estudante fez questão de cumprimentar cada caravana, levando em consideração as dificuldades encontradas por todos para participar do encontro.

“Secundarista não é fazedor de baderna. Secundarista mobiliza, coloca gente na rua”, bradou Evanovick, sendo aclamado com uma salva de palmas.

Yann também falou sobre a importância da realização do encontro de grêmios, já que, em 62 anos de história, a entidade nunca havia organizado o encontro com envergadura nacional. “A data de hoje vai ficar na história da entidade”, comemorou.

O vice-presidente, Gregório Goud, destacou na sua fala os 25 anos da criação da Lei do Grêmio Livre, no ano passado. “A criação dessa lei veio para libertar a juventude que não podia se organizar dentro da escola”, afirmou.

Cebola participou do Encontro, pois apresentará aos estudantes do Brasil todo a experiência de Canoas com o "Parlamento Jovem" e da criação de Grêmios Estudantis com fomento do poder público municipal. Canoas é hoje a cidade com maior número de jovens do país em números percentuais, e para estimular a cidadania e a participação incentivamos a Juventude a construir seu próprio destino através da organização de entidades e movimentos.

13º CONEB da UNE



Em 14 de Janeiro de 2011.



Entre os dias 14 e 17 de janeiro de 2010 aconteceu no Rio de Janeiro a 13ª edição do Conselho Nacional de Entidades de Base (CONEB) da UNE. O Conselho aprovou resoluções que devem guiar o movimento estudantil no próximo período. Leia aqui os documentos


O tema central em debate no 13o. CONEB da UNE foi a elaboração de contribuições ao Plano Nacional de Educação, com o conjunto de metas que deverá guiar a Educação Brasileira de 2011 até 2020. Durante o encontro, Centros e diretórios acadêmicos de todo o país deliberaram sobre os próximos passos do movimento estudantil nas universidades brasileiras.


Estive presente nesse marcante debate realizado pela juventude brasileira. Foram vários dias de debate que culminaram em grandes resoluções mostrando os rumos que o movimento estudantil organizado vislumbra para a educação do país.


A UNE e a UBES convocaram oficialmente os estudantes a mobilizarem cada aluno de suas escolas e universidades a participarem da Jornada de Lutas 2011. Durante uma semana no mês de março, jovens de todos os estados devem sair às ruas, em atos e manifestações, chamando a atenção da sociedade e do governo sobre as reivindicações do movimento estudantil.

Nesta edição da Jornada de Lutas das entidades estudantis, o Plano Nacional de Educação (PNE) centraliza os debates, especialmente no que se refere ao financiamento. Com o slogan "Por um PNE que esteja a serviço do Brasil", a mobilização estudantil "vai exigir que 10% do PIB nacional sejam investidos em Educação, assim como 50% do Fundo Social do Pré-sal", disse o presidente da UNE, Augusto Chagas.


Sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), cujas diretrizes foram elaboradas em 2010 pelo movimento educacional durante conferência, foram aprovadas resoluções que são emendas para alterar a proposta final apresentada pelo MEC ao Congresso. Entre elas, há duas questões que se destacam: a demanda de que a meta de investimento em educação seja de 10% do PIB e a batalha por 50% do Fundo Social do pré-sal para Educação. Quanto a esta pauta, Augusto convocou: "Essa luta não se finda com o veto do presidente Lula. Vamos lutar pela derrubada do veto e, também, pela incorporação dessa bandeira no texto do PNE".


Ato político
Tais bandeiras arrastarão multidões de estudantes no próximo mês de março. O ato reuniu entidades como a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Parlamentares, também prestigiaram o ato, que lotou o ginásio. Estavam presentes na mesa os deputados Paulo Rubem (PDT-PE), Fátima Bezerra (PT-RN), Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e Protógenes Queiroz (PCdoB-SP), além dos senadores que constantemente defendem os interesses dos estudantes no parlamento: Antonio Carlos Valadares (PSB-SE), Fátima Cleide (PT-RO), Inácio Arruda (PCdoB-CE).